Arquivo mensal: julho 2010

Cidadania no Brasil é coisa rara

Encabeçado pela Constituição Federal de 1988, que é seguida pelas demais legislações, o sistema jurídico de nosso país é um dos mais ricos do mundo, procurando garantir a todos os direitos mais básicos e instruir como proceder nos mais variados casos. Infelizmente, a realidade que presenciamos diariamente é outra, pois o que se vê em nosso país é uma pluralidade de maus costumes grande o suficiente para congestionar nosso sistema jurídico e ainda conseguir prejudicar o crescimento econômico e social da nação.

Mas por que isso acontece? Qual a razão para tamanho desrespeito às normas, cujo objetivo é o bem comum? Acredito que isso se deve basicamente a dois fatos: primeiro, à falta de costume e intimidade que temos com tais regras, pois, convenhamos, quantos por aí sequer sabem o que é e muito menos para que serve a constituição…  E o segundo é ligado ao primeiro, pois a nossa educação falha não nos ensina como ser bons cidadãos, mas apenas bons empregados, de modo que não se cria na sociedade a noção da importância do conhecimento das leis, mesmo que de forma básica.

Em nossas escolas nossas mentes são invadidas com equações, fórmulas, teorias e fatos passados que nunca colocaremos em prática. Quantas vezes na vida é preciso saber sobre a teoria da geração espontânea, ou a dos movimentos dos gases, a lei da inércia, a capital dos países da Europa ou ainda, quem foi e o que fez Pedro Álvares Cabral?  Em contra-partida, em diversos momentos precisamos saber sobre nossos direitos, seja de cidadão, trabalhador, cliente, etc. mas não nos é passado conhecimento nenhum sobre isso, nem ao menos sobre como conseguir. Existem órgãos, como o Ministério Público, que só tomei conhecimento de sua existência por causa da sua atual abertura de vagas em concurso, e não por sua finalidade. Quantos sabem qual é a real função dele? E dos tribunais, das polícias ou mesmo dos governos e políticos que elegemos ou destino dos impostos que pagamos?

Frente ao que vejo na realidade atual do nosso país, acredito que o meu não seja um caso isolado, e que assim como eu, muitos tem desrespeitados seus direitos e garantias, e no fim sequer sabem disso. É preciso que se trabalhe também nesse sentido, para que o país da alegria, do futebol e das festividades ofereça também aos seus cidadãos uma vida digna, como lhes é de direito.


Constituição Federal (on-line)
Constituição Federal (pdf)
Legislação Brasileira – site do Planalto Nacional

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Navegador Opera no Ubuntu, Debian e derivados

O Opera é um navegador freeware bem completo e bonito, disponível para várias plataformas, inclusive celulares. Para Linux, podemos fazer o download direto do site do desenvolvedor, da mesma forma que no Windows. Mas uma das vantagens em se usar o Linux está na possibilidade de ter um sistema sempre atualizado automaticamente, inclusive os programas nele instalado. Porém, as distribuições costumam oferecer versões atrasadas dos aplicativos devido a ter que fazer testes e ainda pior, algumas personalizações nem sempre desejáveis. Então, apesar de estar disponível nos repositórios para software não-livres do Ubuntu e do Debian, podemos usar o repositório próprio do Opera, atualizando-o como qualquer outro, só que com a vantagem de obter o programa direto do desenvolvedor.

O repositório para a versão estável do navegador é:
deb http://deb.opera.com/opera/ stable non-free

já para a versão beta (instable) ou seja, de teste,  o repositório é:
deb http://deb.opera.com/opera-beta/ stable non-free

Para usar o repositório é preciso adicionar uma chave de segurança, que pode ser feita com a execução do comando, no terminal:
sudo wget -O – http://deb.opera.com/archive.key | sudo apt-key add –

Observação: Caso não saiba como adicionar repositório em sua distribuição, dê uma olhada na comunidade da distribuição ou no site do desenvolvedor, ou ainda, uma pesquisa rápida pela rede (google, bing e afins).


fontes:

http://pplware.sapo.pt/linux/repositorio-do-opera-no-ubuntu

http://www.opera.com