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Ciência e tecnologia diminuem a relevância da natureza?

No meu curso de Engenharia Elétrica na UFPE temos uma cadeira chamada Sociologia e Meio Ambiente, ministrada pelo Prof. Clóvis Cavalcanti, onde me foi proposto responder a seguinte pergunta:

“Faz sentido dizer que a ciência e a tecnologia tornam a natureza menos relevante? Justifique”

A resposta segue abaixo:

“Não tem sentido dizer que ciência e tecnologia tornam a natureza menos relevante. O que elas fazem é procurar transformar recursos naturais para usufruto da sociedade. Sem a natureza elas perdem seu propósito. É sobre ela que a humanidade se sustenta.
Regidas pelo mercado, ciência e tecnologia são voltadas às necessidades de lucro das empresas e de consumo ostensivo da sociedade. As consequências de tal postura muitas vezes vêm na forma de catástrofes para a própria sociedade, pois pouca atenção é dada à natureza. A exemplo disso temos a contaminação do ar, dos solos, das águas, diminuição de biodiversidade, etc.
Foi a natureza que criou as condições em que o planeta se encontra atualmente. O tempo que ela levou para construir tais condições (milhões de anos) é infinitamente maior do que o que a humanidade está levando para degradá-la. É importante procurar preservar o planeta tal qual ele é. Para isso, além de cobrar da indústria o desenvolvimento de técnicas limpas, precisamos também aprender a consumir menos e de modo inteligente.”

Fiquem à vontade para comentar, refletir sobre o tema, enfim, só não coloquem comentários ofensivos, que eu nem penso duas vezes antes de apagá-los, ok?

Natureza x homem

imagem do sote www.horta.uac.pt

imagem do site http://www.horta.uac.pt, via google

Vemos a todo tempo o quanto é importante preservar a natureza, mas nem por isso procuramos melhorar nossas atitudes. Desastres como acontecido em Nova Orleans, nos EUA são só uma mostra do quanto o homem pode levar a pior ao tentar ir contra a natureza.
Aquecimento global já não é só termo: é um problema real. O Meio Ambiente está com seu ritmo de mudança acelerado graças a ação do homem, principalmente desde a Revolução Industrial, em meados do século XVIII e que se segue até hoje. É verdade que o planeta sempre esteve em mudanças, mas fenômenos que normalmente vem em ciclos de centenas ou milhares de anos têm surgido em um intervalo cada vez maior. Um exemplo surpreendente e incontestável disso é o atual surgimento nos litorais de seres das profundesas dos oceanos.
Numa matéria da revista Istoé, estão reunidos diversos fatos, e dados sobre esses aparecimentos. Em Invasão dos monstros marinhos podemos ver o quanto um ecossistema que nos parece tão distante está sendo afetado por nossos atos. Casos isolados sempre existiram, mas agora é diferente. O que se vê não é um animal que “deu azar” e se perdeu ou por algum problema não soube se orientar. Agora eles estão em busca de sobrevivência. O ambiente em que vivem já não lhe dá mais o que precisam e por isso eles fazem a única coisa que podem: migrar. E nesses movimentos eles vão passar por onde estão os humanos, e podem causar danos tanto econômicos como ataques diretos.
É a natureza sendo ela mesma. Ao contrário do que a humanidade pensa, ela não pode fazer o que bem entende sem medir as consequencias. Com a natureza não dá para negociar. Não há acordo econômico ou politico, não há presentinhos e subornos, nem jeitinho, nem artimanhas ou demagogia que seja capaz de vencê-la. Somos nós que temos que nos adapar a ela, e não o contrário.